O que está acontecendo com o mercado imobiliário e o preço dos materiais? Leia o post e entenda essa relação!

Segundo dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) retirados do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), os custos com materiais e equipamentos de construção aumentaram 25,05% entre março de 2020 e fevereiro de 2021. O mercado imobiliário, apesar da pandemia, continua aquecido, mas os custos dos insumos preocupam.

Qual a relação entre a demanda no mercado de imóveis e os preços de materiais, como o concreto. Leia o artigo e entenda melhor o assunto!

O impacto da pandemia no mercado imobiliário

Durante os últimos anos, percebemos a acentuada queda na taxa Selic, além das taxas de financiamento também terem ficado mais baixas. Essa situação gerou uma facilidade maior para comprar imóveis, e as vendas no setor dispararam.

Apenas para se ter uma noção, logo nos primeiros seis meses de 2020 (em meio à pandemia), a venda de imóveis alcançou números que não eram vistos no setor desde 2014. Foi um aumento de 58% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Por outro lado, a pandemia impactou a produção industrial, que teve dificuldades para fornecer materiais de construção, tanto pela paralisação das atividades, quanto pela contaminação de trabalhadores. Esta foi a fórmula perfeita para o aumento de preços: alta demanda e poucos produtos disponíveis.

Outros fatores que influenciam

É preciso levar em conta também que, embora a maior parte dos insumos da indústria da construção civil sejam adquiridos aqui no Brasil, alguns materiais são importados, como o cobre e o aço. No entanto, a alta do dólar e a desvalorização da moeda nacional tornou esses materiais mais caros.

Além disso, com mais tempo em casa, as pessoas passaram a iniciar pequenas reformas no lar para ter mais conforto, aumentando ainda mais a busca por materiais. Porém, com o avanço da vacinação e a contenção da pandemia, a situação no mercado imobiliário tende a se normalizar. Por fim, a indústria retoma a sua produção normal.

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